Mãos que falam:
Lina Pestana

14/09/2017 - 09/11/2017

Lina Pestana, natural de Santa Luzia, Funchal, fotógrafa, docente, escritora e formadora. Licenciou-se 1999 em Ciências da Educação, pela Universidade de Aveiro. Desde muito cedo dedicou-se à fotografia, começando com os cursos do Professor Pimenta na Escola Secundária Francisco Franco. De 1998 a 2002, concluiu o Curso de Fotografia, pela Universidade de Aveiro, na área das Belas Artes. Participou em Concursos de Fotografia, ganhando prémios. De 2000 a 2003, obteve o grau de Mestre, com o mestrado intitulado Espaço Lusófono, abordando as áreas da política, economia e cultura, pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia de Lisboa; Formadora desde 2003 nas áreas de Processos de Chefia e Liderança, Comunicação, Relações Interpessoais, gestão de conflitos e multiculturalidade. De 1998 a 2005 - Fotógrafa da Associação QUERCUS, em Aveiro. De 2008 a 2010, especializou-se na área do Ensino Especial, nas áreas, do Domínio Cognitivo e Motor, lecionando nesta área desde então, para a Secretaria Regional da Educação.

Em 2011 fez um curso de fotografia no Instituto Superior de Artes de Pistoia, em Itália.

 

PUBLICAÇÕES

Escritora e membro da Associação de Escritores da Madeira, publicou alguns artigos científicos, nas áreas das Ciências da Educação, Lusofonia, Comunicação e Multiculturalidade.

 

Título da Obra: Registos Históricos

 Autores: Lina Pestana, Octaviano Correia, Rui Nepomuceno,   Duarte Mendonça, Zita Cardoso...

 Editora: Editora O Liberal (2011).

 

Título da Obra: Estratégias Narrativas na Obra “A Gloriosa Família” de Pepetela,

 Autor: Lina Pestana

 Editora: Centro de Estudos e História do Atlântico (2009).

 

PALESTRAS

Tema da Palestra: A Lusofonia na Obra de Pepetela.

 Local: III Fórum Cultural e Literário, no Centro Cultural   John dos Passos, (15, 16, 17 de Outubro de 2007).

 

A FOTOGRAFIA E A COMNUNICAÇÃO

"Quando comunicamos, não falamos apenas com os lábios, também falamos com o corpo, principalmente com as mãos.

Historiadores consideram que comunicar com as mãos é um hábito muito antigo. A Península Itálica por exemplo, era uma importante rota comercial, onde se encontravam vários povos, como não dominavam a língua uns dos outros, faziam sinais, gesticulavam com as mãos, acabando por se entender. Hoje, falar com as mãos é uma das formas mais eficazes e universais de comunicar, acaba por não nos limitar, permitindo a inclusão e interação com o todo, derrubando barreiras invisíveis, nos limitam.

Na verdade, as mãos falam tanto e expressam com mais ênfase, tudo o que queremos dizer, fazer ou expressar. Num diálogo mudo, onde só as mãos comunicam, expressam-se tão bem, como se usassem palavras. Ao movimentar as mãos para comunicar sob qualquer forma de expressão, servem de guias, de orientadores e de apaziguadores, dão ênfase a qualquer diálogo, dando mais confiança ou não aos emissores e receptores. Falar com as mãos é também arte. As mãos tornam qualquer comunicação ou expressão mais ricas e diversificadas. Quem fala com as mãos, entra no mundo da extra sensibilidade, do sentir e sentir é o que nos move."

                                                  Lina Pestana